O PPIPA nos avanços científicos do Laboratório de Tripanosomatídeos



Ingressei na UFU em 2008 e, desde então, me credenciei ao PPIPA. Tive a oportunidade de orientar 19 dissertações de Mestrado, 15 teses de Doutorado e 04 supervisões de Pós-Doutorado, tendo meus ex-alunos como grandes amigos espalhados pelo mundo e me enchendo de orgulho. Uma vida aliada à Ciência e ao estudo do Trypanosoma cruzi, protozoário causador da doença de Chagas. Ao longo desses anos, caracterizamos, por meio de análises “in silico” e biológicas, a proteína P21 de T. cruzi, produzimos sua forma recombinante (rP21) e a empregamos em diversos estudos com o objetivo de entender como a proteína nativa se comportaria em uma infecção natural. Nosso grupo verificou que a rP21 promove a invasão celular do parasito em células não fagocíticas, induz a fagocitose por macrófagos e possui atividade antiangiogênica. Observamos que em camundongos infectados e tratados com rP21 houve menor número de ninhos cardíacos do parasito. Acreditamos que a P21 nativa de T. cruzi tenha potencial para desempenhar um papel relevante no curso da infecção natural e que ela faça parte de um mecanismo relacionado à perpetuação do parasita e evolução crônica da doença de Chagas. Os avanços que obtivemos na compreensão da P21 são avanços compartilhados com o PPIPA e com os alunos dedicados e apaixonados que a cada ciclo passam pelo Programa. Não é à toa que estamos comemorando 30 anos, e que venham muitos mais!









Profº. Dr. Claudio Vieira da Silva

ICBIM

UFU



Imagem adaptada de <https://unsplash.com>


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