Neurobiologia da Ansiedade



Medo e ansiedade têm origem nas reações de defesa dos animais frente a estímulos aversivos, bem como na manutenção duradoura de comportamentos de escaneamento e avaliação do risco ambiental, importantes para detecção e integração da resposta a um estímulo, que pode ou não ser aversivo. Transtornos como pânico, fobias e ansiedade generalizada se manifestam através de sentimentos de pavor, medo, apreensão, elevação do estado de alerta e de avaliação do risco e outros sintomas.


As emoções, incluindo a ansiedade, são processadas por um conjunto de regiões encefálicas que compõem o sistema límbico, como hipocampo, amídala, hipotálamo e outras. Quando tais áreas são estimuladas, há uma coordenação da avaliação e da resposta a estímulos aversivos com a intenção de poupar a vida. Contudo, se mal adaptadas, ou seja, em momentos desnecessários e contínuos, geram sofrimento e comprometimento da qualidade de vida.


Estudos têm mostrado o envolvimento de diferentes neurotransmissores, alguns já bem estabelecidos que deram origem aos medicamentos atualmente disponíveis, como a relação inibitória do GABA (ácido gama-aminobutírico) e o mecanismo de ação dos benzodiazepínicos, o efeito dual da serotonina e os antidepressivos usados para tratar ansiedade, a noradrenalina e os beta-bloqueadores. Outras moléculas promissoras têm sido estudadas e dentre elas podemos destacar o CRF (fator liberador de corticotrofina), a angiotensina II, a colecistocinina e outros.



Gustavo Juliate Damaceno Fernandes, Mestrando em Biologia Celular, ICBIM-UFU

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