Nanotecnologia e Fotoprocesso aplicados a Saúde


A combinação de duas vertentes de pesquisa a Nanotecnologia e os Fotoprocessos biológicos  foi  o caminho escolhido pelo nosso grupo para gerar conhecimento cientifico e tecnologia para tratar muitas patologias.  Dentro das diferentes áreas das nanociências a Medicina é sem dúvida a área da saúde que mais rapidamente pode se beneficiar destes avanços. A Nanotecnologia é o ramo da ciência que se ocupa do desenvolvimento de sistemas e compostos em escala muito pequena (10 -9 do metro) e que facilmente interagem com os vírus, bactérias e células. Já os Fotoprocessos, englobam as terapias que são ativadas pela ação da luz visível, e compreendem a Fototerapia e Fotobiomodulação. Embora as bases o fundamentos desta ciência remonte ao Egito antigo, muitos avanços  foram  obtidos ao longo dos séculos. Temos trabalhado no desenvolvimento de novos medicamentos, principalmente aplicados ao tratamento do câncer (pele, colo uterino, pulmão, bexiga, próstata e mama) e em patologias que afetam o sistema nervoso central, como Parkinson, Alzeirmer, Epilepsia e o câncer de cabeça ou glioblastoma. Uma terceira linha de pesquisa que surgiu no grupo foi a Engenharia Tecidual, ou mais genericamente a Medicina Regenerativa, onde novamente, com auxilio da Nanotecnologia e do Fotoprocesso, modulamos o crescimentos e regeneração de tecidos ou órgãos que um dia poderem vir a serem usados com órgãos para substituir similares danificados.  O princípio básico por traz de todos estes estudos consiste na escolha de um ativo (uma molécula) ou fotoativo (uma molécula que absorve a luz visível) que será veiculado em um sistema biocompatível e biodegradável, preparado em uma escala nanométrica (bem pequena) e que depois de administrado se localiza no tumor ou sobre o alvo biológico. Liberado de forma controlada será bioestimulado pela luz, levando a resposta biológica (que pode ser a morte da célula com câncer, ou a cicatrização de uma ferida, ou a regressão do Mal Parkinson ou a cura do processo inflamatório que leva ao Alzeirmer). São vários estudos e projetos em diferentes estágios de desenvolvimento em nosso grupo. Mas acredito que possa trazer em pouco tempo resultados positivos aos pacientes que dependem destas pesquisas.


Prof. Dr. Antonio Claudio Tedesco Centro de Nanotecnologia e Engenharia Tecidual aplicados à Saúde, FFCLRP-USP

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