Biomedicina e Perícia Criminal: Qual a relação?

Atualizado: 22 de jun. de 2018




No ano de 2007, nascia o curso de biomedicina na UFU e com ele 25 alunos embarcavam nessa jornada. Fui integrante deste grupo pioneiro o qual desbravava, com mérito, cada desa o proposto. O corpo docente proporcionou os recursos necessários à formação de um curso sólido e respeitado em âmbito nacional. Findaram-se 4 anos e estávamos com o desa o de retribuir à sociedade o investimento em nossa formação. Em 2013, fui aprovado no concurso para perito criminal de MG. Conquistei o 1º lugar no curso de formação em 2015, no qual fui agraciado com a medalha Gilberto Porto, grau ouro. A biomedicina destaca-se no desempenho das funções inerentes à perícia criminal, seja na análise de um corpo que jaz ao solo e dos vestígios encontrados no local, como o padrão de manchas de sangue que singelamente descrevem a dinâmica do fato delituoso; ou por meio de cromatografias no exame de constatação de drogas; espectrometrias de massa para identificação de substâncias químicas; análises de DNA através da técnica de PCR, que são de suma importância em crimes de violência sexual; utilização de luzes forenses com determinados comprimentos de onda para visualização de vestígios biológicos latentes; e cumprimento das normas de biossegurança que o cargo requer. Diante do exposto, o conhecimento adquirido na Biomedicina possibilitou a análise mais atenta e pormenorizada dos trabalhos periciais, o que vem ao encontro da preocupação constante com a qualidade dos serviços públicos ofertados à população.


Everton Ribeiro da Silva, Biomédico, ICBIM

– UFU Perito Criminal Polícia Civil – MG

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