Arboviroses: muito além do Dengue, Zika e Chikungunya



As arboviroses são doenças emergentes causadas por arbovírus, que são vírus transmitidos por vetores (mosquitos, carrapatos, etc) ao homem e animais e são um risco para a saúde pública. Esses vírus estão distribuídos em todos os continentes, mas predominam nos trópicos, pelo clima ser mais favorável a reprodução do vetor. Mais de 210 espécies de arbovírus foram detectadas no país. A maioria é vírus de RNA com importância médica e veterinária. Alguns representantes, muitos deles desconhecidos da população e dos profissionais da saúde, têm sido responsáveis por mais de 95% dos casos de arboviroses humanas no Brasil, como os vírus Dengue, Febre Amarela, Encefalite de Saint Louis, Rocio, Zika, Oropouche, Chikungunya, Mayaro e as Encefalites Equinas, entre outros. A maioria desses vírus são transmitidos pelos mosquitos Aedes sp e Culex sp, que estão infestando todas as regiões do Brasil. No homem, após a picada de um mosquito infectado, o vírus é transmitido para a corrente sanguínea onde ocorre a multiplicação viral e o aparecimento dos sintomas. O problema é que os sintomas clínicos não são específicos, o que dificulta o diagnóstico pelo médico. Os sintomas geralmente são febre, dor no corpo, dor de cabeça, enjoo e vômito, muito parecidos com um resfriado comum. Pode acontecer algum sintoma mais especifico como no caso de uma artralgia persistente, mas essa pode ser causada tanto pelo Chikungunya quanto pelo Mayaro. Para evitar epidemias causadas por esses vírus deve haver um trabalho conjunto entre a população, governo e profissionais da saúde.


Prof. Dra. Ana Carolina Bernardes Terzian

Médica Veterinária

Docente do curso de pós-graduação em Ciências da Saúde da FAMERP

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